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Em resumo:
• O Reino Unido anunciou uma proposta para proibir redes sociais para menores de 16 anos e reacendeu o debate sobre infância e tecnologia;
• Cada vez mais países discutem formas de proteger crianças no ambiente digital, equilibrando segurança, autonomia e educação digital;
• Escolas e famílias podem ajudar crianças a desenvolver hábitos digitais mais conscientes e equilibrados desde cedo.
Com a justificativa de “devolver a infância às crianças”, o Reino Unido anunciou que pretende proibir redes sociais para menores de 16 anos.
A medida reacendeu uma conversa que muitas famílias já vêm tendo dentro de casa: qual é o espaço que as telas estão ocupando na infância?
Quando o assunto entra em pauta, também aparecem perguntas sobre rotina, convivência, brincadeiras, autonomia e até sobre o tempo que sobra para viver experiências fora do ambiente digital.
Ao defender a medida, o governo britânico argumentou que o excesso de conexão pode competir com momentos importantes do desenvolvimento infantil — como brincar, ler, estar com amigos, dormir bem e simplesmente ter tempo livre.
Mas, na prática, existe uma idade certa para entrar nas redes sociais? Neste artigo, explicamos o que está por trás da proposta do Reino Unido e refletimos sobre o que esse debate pode nos ensinar sobre infância e vida digital hoje.
Veja os tópicos que vamos abordar:

Na última segunda-feira, 15 de junho, o Reino Unido anunciou uma proposta para restringir o acesso às principais redes sociais para menores de 16 anos.
A medida ainda precisa avançar no Parlamento britânico, mas já colocou o país no centro de um debate que vem ganhando força em diferentes partes do mundo: qual deve ser o papel das redes sociais na infância?
Entre as mudanças anunciadas até agora, estão:
Segundo o governo britânico, a proposta busca reduzir os impactos do uso excessivo de telas e ampliar o tempo dedicado a atividades importantes para o desenvolvimento infantil, como brincar, estudar, dormir bem e conviver presencialmente.
A medida foi apresentada com uma mensagem que chamou atenção mundial: a ideia de “devolver a infância às crianças”.
Nos últimos anos, a segurança digital infantil passou a ocupar espaço entre os principais debates sobre infância e tecnologia ao redor do mundo.
O aumento do tempo de tela, o acesso cada vez mais cedo às redes sociais e as dúvidas sobre os impactos desse uso no desenvolvimento infantil fizeram com que governos, escolas e famílias começassem a discutir novos limites e formas de proteção.
Nesse cenário, a proposta anunciada pelo Reino Unido não surge de forma isolada. Outros países também passaram a revisar regras e discutir como equilibrar acesso à tecnologia, autonomia e proteção no ambiente digital.
Entre os temas que mais aparecem nesse debate estão:
✔️ aumento do tempo de tela infantil;
✔️ impactos das redes sociais na infância e adolescência;
✔️ exposição precoce a conteúdos inadequados;
✔️ influência das plataformas na rotina, sono e convivência;
✔️ medidas de segurança adotadas pelas big techs e maior responsabilidade das empresas de tecnologia na proteção de menores.
Embora o tema esteja sendo discutido em diferentes lugares do mundo, poucos países avançaram para propostas de restrição mais amplas.
Veja alguns exemplos:
Austrália
Foi o primeiro país a aprovar uma proibição nacional para redes sociais para menores de 16 anos. As plataformas passaram a ter responsabilidade direta pela verificação de idade dos usuários.
Reino Unido
Anunciou uma proposta para restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais e ampliar regras de proteção em outros ambientes digitais, como jogos e transmissões ao vivo.
Malásia
Também avançou com medidas para impedir a criação de contas em redes sociais por menores de 16 anos.
União Europeia
Em vez de uma regra única, os países seguem caminhos diferentes. Na França, menores de 15 anos precisam de consentimento parental. Já Alemanha e Itália adotam regras de autorização para faixas etárias específicas.
Outros países
Dinamarca, Grécia e alguns estados dos Estados Unidos também passaram a discutir ou implementar limites relacionados à idade mínima para acesso às plataformas.
No Brasil, ainda não existe uma proibição de redes sociais para menores em vigor. No entanto, o tema começou a ganhar mais espaço no debate público nos últimos meses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que acompanha medidas adotadas ou discutidas em outros países, como Austrália e Reino Unido, e que considera avaliar caminhos semelhantes para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Até o momento, porém, o debate brasileiro tem se concentrado principalmente em temas como segurança digital infantil, com a criação da lei Eca Digital, responsabilidade das empresas de tecnologia e construção de uma relação mais saudável entre crianças e o ambiente digital.
Ao justificar a proposta de restringir redes sociais para menores de 16 anos, o governo britânico usou uma frase que ganhou destaque: “devolver a infância às crianças”.

Na prática, a ideia não é eliminar a tecnologia da rotina, mas refletir sobre o espaço que as experiências digitais ocupam no dia a dia e como equilibrá-las com outras vivências importantes para o desenvolvimento infantil.
Porque infância também envolve:
→ brincar sem precisar registrar tudo;
→ conviver presencialmente com amigos e família;
→ criar autonomia e explorar interesses;
→ experimentar momentos de tédio, imaginação e descoberta;
→ construir hábitos ligados ao sono, rotina e bem-estar.
Ao mesmo tempo, redes sociais e tecnologia também fazem parte da vida de muitas crianças e podem trazer conexão, entretenimento e aprendizado.
Por isso, o debate que cresce em diferentes países não costuma ser sobre afastar crianças do digital, mas sobre criar uma relação mais saudável entre infância e tecnologia.
Não existe uma única resposta que funcione para todas as crianças. Além da idade mínima definida pelas plataformas, especialistas costumam reforçar que o momento ideal também depende do nível de maturidade, da rotina e do acompanhamento disponível.
Na prática, alguns sinais podem ajudar nessa decisão:
Para algumas famílias, estabelecer limites claros pode ser uma ferramenta importante em determinadas fases da infância.
Ao mesmo tempo, especialistas costumam defender que a restrição sozinha dificilmente substitui o desenvolvimento da autonomia e da educação digital para crianças.

Por isso, para além do controle do acesso, o desafio maior tende a ser ensinar crianças e adolescentes a usar a tecnologia de forma consciente, segura e equilibrada.
No fim, o objetivo não é preparar crianças para viver sem internet — e sim ajudá-las a aprender, aos poucos, a ter responsabilidade com ela.
Quando o assunto é infância e tecnologia, a escola também tem uma responsabilidade importante: ajudar crianças e adolescentes a desenvolver autonomia, senso crítico e hábitos mais saudáveis no ambiente digital.
Isso não significa escolher entre usar ou não usar tecnologia na aprendizagem. O ponto está em como esses recursos são apresentados e integrados à rotina escolar.
Por isso, na hora de pesquisar uma escola, vale observar se a instituição estabelece combinados claros para o uso de dispositivos, traz conversas sobre educação digital e incentiva experiências presenciais.
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