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Biologia

Vírus

Jéssica Maciel
Publicado por Jéssica Maciel
Última atualização: 12/11/2018

Introdução

Os vírus são seres caracterizados pela ausência de células, ou seja, são seres acelulares. Sua organização é menos complexa do que a de outros seres celulares já que não existe no vírus organelas, membranas e outras estruturas mais especializadas. Por causa de os vírus não apresentam metabolismo próprio, sua existência depende de outros seres vivos para que possa realizar suas funções vitais, por isso é chamado de parasita intracelular. Pode parasitar animais, vegetais, bactérias, fungos, algas e arqueas. 
Mesmo não possuindo organelas específicas, os vírus são capazes de se reproduzir e de sofrer mutações. Alguns estudiosos defendem que essas características fazem do vírus um ser vivo simples, enquanto que outros estudiosos defendem que para que o vírus seja considerado um ser vivo seria fundamental que ele possuísse metabolismo próprio. 

Estrutura

Devido a alta capacidade de mutação dos vírus eles se apresentam de diversas formas na natureza, com diferentes estruturas. 

Quando o vírus está fora da célula hospedeira, assume a forma de vírion, ou seja, uma unidade viral completa. O vírion é composto por material genético, podendo possuir RNA ou o DNA, sendo que uma pequena parcela apresenta ambos e proteínas. Além disso o vírion pode possuir uma proteína denominada transcriptase reversa, proteína é capaz de transformar DNA a partir de RNA viral, ganhando o nome de Retrovírus.

Outra estrutura que podemos encontrar nos vírus é o capsídeo protéico, responsável por proteger o ácido nucléico, que junto ao material genético serão denominados nucleocapsídeo. 

Dentre os diversos tipos de vírus estão os bacteriófagos, também conhecidos como fagos, organismos que infectam somente procariotos. Vários desses seres possuem o corpo dividido em 3 partes: A cabeça, onde está concentrado o maior volume do vírus e também onde está localizado o material genético, a cauda que possui formato cilíndrico e alongado fazendo conexão com as fibras da cauda, e as próprias fibras da cauda, importantes estruturas que auxiliam na conexão entre o vírus a bactéria que será parasitada. 

Por fim, existem alguns tipos de vírus que apresentam em sua estrutura o envelope lipídico. Essa estrutura é obtida na célula e possui glicoproteínas que facilitam a interação com uma futura célula hospedeira. A presença do envelope caracteriza o vírus em mais duas categorias, os envelopados, como o vírus da herpes, e do HIV, e os não envelopados, como os vírus da poliomielite e HPV.  

Ciclo de vida 

Os vírus apresentam dois diferentes ciclos de vida: o lisogênico e o lítico.

  • Lítico: No ciclo lítico ocorre a invasão do vírus na célula onde se multiplica até rompê-la. O primeiro momento do ciclo se dá no contato entre o vírus e a parede da bactéria. Em seguida, é liberada da cauda do vírus, enzimas denominadas lisozimas capazes de digerir parte da parede da bactéria e produzem uma abertura na parede celular por onde introduzirá seu DNA na célula hospedeira. Uma vez dentro da célula hospedeira, o DNA passa a comandar as atividades metabólicas  dessa célula fazendo com que ela replique o DNA depositado em seu interior e sintetize as outras partes do vírus dando forma a um novo vírus. Esse processo ocorre até que a célula se rompa e libere os novos vírus no organismo. 
  • Lisogênico: No ciclo lisogênico, o vírus invade a célula e ocorre a fusão entre os DNAs das estruturas, formando uma nova estrutura denominada prófago. Assim, quando as células se multiplicam, todas elas estarão infectadas pelo DNA viral. Na forma de prófase, o vírus não exerce danos a célula hospedeira, ficando em estado latente até que em uma das bactérias produzidas sejam formados unidades virais inteiras, iniciando assim o ciclo lítico. 

Transmissão e penetração na célula hospedeira

A transmissão de vírus pode acontecer de diversas formas como em relações sexuais, pelo ar, pelo contato com lesões e sangue infectado e pelo contato com animais. 

Independente do tipo de transmissão, a penetração do vírus na célula hospedeira pode ocorrer pela injeção de ácido nucleico, onde apenas o ácido penetra na célula, e o restante do vírus permanece na região externa dela. Pode ocorrer também pela fusão em que o envelope viral se funde com a membrana plasmática e a liberação do material genético ocorre. Por último, pode acontecer a endocitose, um processo em que a célula envolve o vírus por inteiro. 

Estrutura de um fago, podendo ser observado: cabeça, cauda e fibras da cauda.Estrutura de um fago, podendo ser observado: cabeça, cauda e fibras da cauda.


Exercícios

Exercício 1
(UFRN)

Todos os vírus são constituídos por:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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