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História Geral

Colonialismo

Otávio Spinace
Publicado por Otávio Spinace
Última atualização: 12/9/2018

Introdução

O colonialismo é uma prática de dominação política, econômica e cultural de uma formação social sobre outra.

Embora o conceito de colonialismo possa ser utilizado em diversos contextos históricos, em geral é empregado para descrever as relações entre os Estados Modernos europeus e os territórios que estavam sob seu controle, principalmente na América, entre os séculos XV e XIX.

Já os conceitos de neocolonialismo e imperialismo são usados para denominar as relações de dominação entre as potências europeias na África e na Ásia durante os séculos XIX e XX, portanto já em outro período histórico.

O colonialismo se desenvolveu de maneira diferente ao longo do tempo e em cada um dos territórios explorados, assim como cada país desenvolveu modelos próprios de colonização.

Uma das marcas desse processo foi o contato entre colonizadores e povos nativos que viviam na América. Essas populações se organizavam de maneira diferente ao longo do continente e foram fortemente impactadas pela chegada dos colonizadores.

A relação dos colonizadores com os povos indígenas também variou, mas, de forma geral, essas populações foram desalojadas de suas terras, escravizadas, sofreram com epidemias e ataques militares e, algumas delas, acabaram dizimadas.

Grandes navegações

Ao longo do século XV, o processo de centralização política pelo qual passou a Europa resultou na formação dos primeiros Estados Modernos, entre eles Portugal e Espanha.

Entre outros fatores, a localização geográfica, a centralização política e a necessidade de expandir o comércio levaram esses países a empreender grandes expedições marítimas pelo Atlântico. No contexto do mercantilismo, essas expedições tinham por objetivo principal adquirir produtos, em geral especiarias, para comércio no mercado europeu.

A busca por especiarias resultou no estabelecimento de feitorias (postos comerciais que apoiavam as navegações) e rotas comerciais pelo litoral da África e Ásia. Com a disputa entre Portugal e Espanha pelo controle das rotas comerciais, os dois países procuraram estabelecer um acordo para dividir os territórios que fossem descobertos.

Em 1494 foi firmado o Tratado de Tordesilhas, dividindo as terras do continente americano entre Portugal e Espanha.

Dentro desse contexto das grandes navegações, Cristóvão Colombo, navegador genovês a serviço da coroa espanhola, chega à América em 1492. Oito anos depois, em 1500, o português Pedro Álvares Cabral chega ao território que daria origem ao Brasil.

Com a descoberta das novas terras, ainda no século XVI, os países europeus iniciaram processos de colonização na América.

Pacto colonial

Durante muito tempo, as relações de colonialismo foram compreendidas sob a ideia de “pacto colonial”. Ou seja, a existência de um tipo de relação comercial em que a metrópole europeia exportava seus produtos a preços elevados para a colônia, que por sua vez, era obrigada a vender seus produtos à metrópole por preços baixos, relação típica do mercantilismo.

Embora esse modelo ajude a compreender a relação entre metrópole e colônia, algumas pesquisas mais recentes ressaltam que essa esquematização pressupõe uma relação unilateral e ignora a dinâmica interna da economia colonial.

Ou seja, embora esse sistema de comércio colonial com altos lucros fosse almejado pela metrópole, ele teve que se moldar às dinâmicas próprias da colônia, que nem sempre se adequavam ao desejo da metrópole.

Os diferentes processos de colonização

Portugal

Em 1530, tem início a primeira grande expedição colonizadora do Brasil. Seu principal objetivo era proteger o território de invasores, especialmente os franceses, fazer valer os marcos do Tratado de Tordesilhas e introduzir a administração portuguesa sobre a colônia.

Para isso, o território foi dividido em Capitanias Hereditárias, em 1534. Ao longo de quase 300 anos, as práticas coloniais variaram muito.

Durante os primeiros séculos, a economia brasileira se concentrou na monocultura do açúcar em grandes latifúndios, demandando trabalho escravo. Posteriormente, entre os séculos XVII e XVIII, houve a descoberta de ouro, principalmente na região de Minas Gerais e do Centro Oeste. De forma minoritária, outros produtos como algodão e fumo também foram cultivados no Brasil, houve o desenvolvimento da pecuária na Região Sul, e a exploração das drogas do sertão na Região Amazônica.

Outro ponto característico da colonização portuguesa na América foi o processo de catequização dos povos indígenas pelos jesuítas, que esteve relacionado ao contexto da Contrarreforma, na tentativa da Igreja Católica de conquistar novos fiéis e combater a expansão do protestantismo.

Espanha

A colonização da América espanhola se deu com a chegada de colonos que combateram as populações locais, como os astecas e os incas, e almejavam o enriquecimento e a conquista de terras.

Desse modo, houve uma disputa entre a parte da riqueza que ficaria para os colonos e a parte que ficaria para a coroa espanhola.

A divisão administrativa era baseada em Vice-Reinados, que mais tarde dariam origem aos países hispano-americanos. Logo no início da colonização espanhola, houve a descoberta de grandes quantidades de metais preciosos. Estes, formaram as bases dessa economia colonial, obedecendo à lógica mercantilista. De maneira secundária, houve o desenvolvimento da agricultura e pecuária.

Inglaterra

A entrada da Inglaterra na disputa por colônias na América se deu tardiamente em relação aos países ibéricos. Além do estabelecimento de colônias na América Central, as principais colônias inglesas se constituíram na região que deu origem aos Estados Unidos.

As primeiras expedições para povoamento se deram entre os séculos XVI e XVII. O marco desse processo foi a chegada donavio Mayflower em 1620 à região que seria batizada de Nova Inglaterra, levando os primeiros imigrantes puritanos para a América.

Nos Estados Unidos se estabeleceu uma diferença entre as Colônias do Norte, onde os imigrantes estabeleceram pequenas propriedades familiares, baseadas na policultura voltada ao mercado interno e mão de obra livre, enquanto as Colônias do Sul foram marcadas por grandes propriedades rurais, baseadas na monocultura voltada para a exportação, e utilizando mão de obra escrava.

França

A expansão marítima e a busca por colônias pela França, a exemplo do que ocorrera com a Inglaterra, foram tardias em relação a Portugal e Espanha.

As expedições francesas foram amplamente financiadas pela coroa e ligadas à competição com as potências rivais. A França estabeleceu suas colônias principalmente na América do Norte e Central, em regiões do Canadá, Estados Unidos e Haiti, mas também tentou ocupar áreas do Brasil, entrando em disputa com os portugueses, sem, contudo, conseguir sucesso.

Os principais produtos obtidos nas colônias do norte eram peles e pescados e, na América Central, produtos tropicais como açúcar, tabaco, cacau e algodão.


Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2012)

Mas uma coisa ouso afirmar, porque há muitos testemunhos, e é que vi nesta terra de Veragua [Panamá] maiores indícios de ouro nos dois primeiros dias do que na Hispaniola em quatro anos, e que as terras da região não podem ser mais bonitas nem mais bem lavradas. Ali, se quiserem podem mandar extrair à vontade.

(Carta de Colombo aos reis da Espanha, julho de 1503. Apud AMADO, J.; FIGUEIREDO, L. C. Colombo e a América: quinhentos anos depois. São Paulo: Atual, 1991 (adaptado))

O documento permite identificar um interesse econômico espanhol na colonização da América a partir do século XV. A implicação desse interesse na ocupação do espaço americano está indicada na

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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