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Filosofia

Filosofia do Iluminismo

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 27/6/2019

Introdução

O movimento iluminista surgiu entre os séculos XVII e XVIII na Europa. A filosofia iluminista, pensada no decorrer desses séculos - e posta em prática com maior força no século XVIII -, tinha como princípio a ênfase no uso da racionalidade humana como forma de pensar o mundo e as modificações que aconteciam.

Para os filósofos iluministas, a razão é inerente a todos os seres humanos, por colocar o indivíduo em posição de destaque. O Iluminismo é também uma filosofia antropocêntrica.

O homem Vitruviano, Leonardo da Vinci, século XV

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Contexto Histórico

O Iluminismo surgiu nas primeiras décadas do século XVII, a partir dos ideais propostos pelos pensadores responsáveis pela Revolução Científica, dentre os quais destacam-se Isaac Newton e René Descartes.

No entanto, foi apenas no século XVIII que as ideias iluministas ganharam a Europa e geraram intensas mudanças. É por conta da expansão das ideias Iluministas que o século XVIII é chamado de século das luzes.

Na França, as ideias iluministas ganharam destaque, principalmente entre os membros da burguesia e do terceiro estado. A diferença entre as classes sociais, o pagamento de altas quantias de imposto, a fome, os privilégios do rei, do clero e da nobreza permitiram que a filosofia iluminista se propagasse entre as classes mais baixas da França. 

A filosofia iluminista afirmava que os indivíduos tinham plenas condições de lutar para garantir a mudança da sociedade em que viviam, através da racionalidade e do engajamento sociopolítico.

O modelo de pensar racional, proposto pelo Iluminismo, colaborou, inclusive, para a legitimação das ideias que deram início à Revolução Francesa e foram posteriormente usados para justificar as atitudes e ações dos revolucionários pertencentes ao terceiro Estado, que se basearam nas ideias de mudança social a partir do engajamento político. 

Os ideais iluministas, principalmente os de liberdade, igualdade e fraternidade, inspiraram também os movimentos de independência da América Espanhola e dos Estados Unidos.

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Características

Dentre as principais características defendidas pelos filósofos iluministas, merecem destaque:

  • Crítica ao sistema econômico mercantilista;
  • Crítica ao absolutismo e o acúmulo de riqueza de nobres e clero;
  • Crítica ao pagamento de impostos pelas classes mais pobres;
  • Defesa do liberalismo econômico, com a não intervenção do estado na economia;
  • Defesa da separação de Estado e Igreja;
  • Investimento na ciência e razão, que culminou na criação da enciclopédia;
  • Ideais antropocêntricos, com o homem no centro da razão e do conhecimento;
  • Defesa das ideias burguesas.

Enciclopédias

Principais Pensadores

Os filósofos de maior destaque no período foram:

  • Jean-Jacques Rousseau: na obra “O contrato Social”, o pensador francês afirma que o governo deveria ser feito de maneira democrática, pensando nas demandas do povo. Para Rousseau, somente um estado democrático conseguiria garantir certo grau de igualdade para todos os cidadãos.
  • Voltaire: dedica-se a obras de crítica ao clero, ao modelo de organização da Igreja e do excessivo gastos da nobreza.
  • Charles Montesquieu: ao contrário da maioria dos filósofos iluministas, Montesquieu defende a existência de uma monarquia moderada  e não governos burgueses. A principal contribuição de Montesquieu  é a divisão do poder em legislativo, executivo e judiciário.
  • François Quesnay: principal representante dos fisiocratas, grupo que defendia a existência de um capitalismo agrário, sem interferência do Estado.
  • Adam Smith: principal pensador do liberalismo econômico, que, dentre outras coisas, defendia que a economia deveria se estabilizar a partir da oferta e procura de mercadorias.

Estátua de Voltaire

Iluminismo no Brasil

No Brasil, as ideias iluministas espalharam-se através dos filhos da nobreza que haviam sido mandados para a Europa. Os ideais revolucionários iluministas foram usados para a construção dos movimentos de revoltas dos brasileiros insatisfeitos com as ações da coroa portuguesa, dentre os quais a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana.


Exercícios

Exercício 1
(UERJ/2012)

O Iluminismo é a saída do homem do estado de tutela, pelo qual ele próprio é responsável. O estado de tutela é a incapacidade de utilizar o próprio entendimento sem a condução de outrem. Cada um é responsável por esse estado de tutela quando a causa se refere não a uma insuficiência do entendimento, mas à insuficiência da resolução e da coragem para usá-lo sem ser conduzido por outrem. Sapere aude!* Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento. Essa é a divisa do Iluminismo. (Immanuel Kant - 1784)

*Expressão latina que significa “tenha a coragem de saber, de aprender”.

(In: BOMENY, Helena e FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos modernos, tempos de sociologia. São Paulo: Ed. do Brasil, 2010)

No contexto da expansão capitalista no século XIX, uma das ideias centrais do Iluminismo, de acordo com o texto, está associada diretamente à valorização da:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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